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__Quarta, 28 de dezembro de 2005:Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.
Acho um pouco brega começar um post com Roberto Carlos, mas essa frase é muito o que eu estou sentindo agora. Essa vontade de fazer tudo com intensidade, e viver somente aquilo que realmente valha a pena. E falo valer a pena no sentido de me marcar de alguma forma. Carol Teixeira pode falar por mim agora:
"Nietzche disse certa vez que os únicos valores que permanecem na sociedade são aqueles que são marcados a ferro e fogo. Ele disse isso num contexto histórico e mais abrangente, mas vou me permitir usar isso para uma outra reflexão. Nunca me interessaram as coisas que não são capazes de me marcar a ferro e fogo. Não me interessam coisas que apenas arranham minha superfície. Quero flechas na carne, quero aquilo que mexe nas minhas entranhas, que me vira do avesso, que me leva a lugares dentro de mim aos quais eu nunca fui antes. Quero gritar, quero chorar. Quero sentir medo ou vergonha do que aquilo me provoca, quero algo que realmente me provoque. Esse é o papel da arte. E se você sai ileso dela é como se ela não tivesse existido."
Esse é o começo do primeiro texto do livro dela, "De abismos e vertigens" (Editora Sulina, 2004), e foi muito bom lê-lo logo agora. Estou cansado de tudo meio a meio. Cansado de coisas e pessoas que me cansam.
Não quero morrer ileso, porque seria como se eu não tivesse vivido.
:postado pelo psydor as 02:22
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