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__Quinta, 11 de agosto de 2005:


hoje o meu dia foi bem divido em fases.

começou super bem com uma aula de história com a melhor professora do mundo!
a mulher é a reencarnação da Vani, de Os Normais.
aquela aula divertidíssima me deixou feliz por várias horas. e pensava eu, que seria pelo resto do dia.

com essa felicidade toda eu comecei a notar que estou amando tudo na minha vida, o meu apartamento, a faculdade e todo esse novo ritmo.
estava me sentindo cem por cento feliz.

depois do almoço, surgiu o convite para ir no cinema...
assistir uma comédia-romântica boba, com pessoas divertidas.
me pareceu bem apropriado para o dia que eu estava vivendo.

cheguei atrasado, corremos pelo shopping, compramos ingressos rápido, nao tinha niguém para pegar o ingresso na porta, passamos por baixo das cordinhas do cinema, entramos na sala errada, entramos na certa pensando que era a errada, voltamos, tivemos entrada triunfal no cinema, pisamos em pessoas, rimos bastante e até aí tudo estava maravilhoso.

depois tivemos momentos de haydée cleptomaníaca, eu roubei uma gelatina de morango do supermercado :x

e depois as pessoas foram embora, e eu ainda tinha que esperar mais uma hora e meia até a minha mãe me buscar.
fui para a livraria ler/pesquisar preços/fuxicar os livros indicados pela faculdade, e esse foi o momento mágico do dia.
eu peguei o livro "por uma gastronomia brasileira" e e me sentei em um banco, e simplesmente toda a a livraria sumiu.
e ficou só eu e o livro em um espaço vazio e mágico.
era só eu e o atala.
e foi aí que eu percebi como eu amo mesmo gastronomia, e como eu quero explorar a gastronomia brasileira.

e o momento mágico continuou, e eu sentei no banco na frente do piano do iguatemi. a mulher tocou duas músicas que eu adoro; "as time as goes by" e "how insensitive".
e ali também. era eu, a mulher, o piano, e a música.
entao a mulher olhou no relógio de pulso, 21h30. fechou o livro, fechou o piano, colocou o livro debaixo do braço, e saiu.
e naquela hora eu me senti sozinho.
a mulher saiu.
a música parou.
e o piano estava fechado.

entao eu comecei a pensar no filme que tinha acabado de assistir...
um filme bobo.
comédia-romântica...
e me caiu a ficha. eu nao podia estra completamente feliz como pensava estar...
porque nao tenho o que eu julgo mais importante.

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:postado pelo psydor as 23:28
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